Além do eixo Rio-São Paulo, as capitais de Pernambuco, do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais também começam a produzir. Nascem assim novas produtoras como: Aurora Film, Vera Cruz-Film, Planeta-Film, Veneza-Film e a Olinda-Film. Em Pernambuco, a história foi marcada pelo Ciclo do Recife, um dos mais importantes e mais movimentados do cinema mudo regionalista, durando cerca de nove anos. Reuniu inúmeros jovens, de diversas categorias profissionais, que dividiam o tempo entre a profissão e a arte de fazer cinema. Os integrantes da Aurora-Film, apesar das dificuldades financeiras decorrentes do filme “Aitaré da Praia”, partiram para o mais ambicioso dos filmes do Ciclo do Recife, “A Filha do Advogado”, que estreou em 1926 e tinha duração de 92 minutos. O roteiro foi de Ary Severo e a direção de Jota Soares. No elenco estavam além do próprio diretor, personagens como Guiomar Teixeira, Euclides Jardim, Norberto Teixeira, Olíria Salgado, Ferreira Castro, Jasmelina de Oliveira e Severino Steves. O filme chegou a ser exibido no Rio, mas as dívidas com a produção foram imensas e a Aurora-Film foi à falência pela segunda vez. A falência não significou que os cineastas que criaram a
produtora pararam de fazer filmes. Edison Chagas continuou a filmar na
Liberdade-Film, e lançou "Dança, Amor e Ventura", em 1927, e "No
Cenário da Vida", em 1930.
A partir desse mesmo ano encerra-se a produção de filmes
de enredo do Ciclo, em meio à consolidação do cinema sonoro, as dificuldades na
exibição dos filmes locais e ao conturbado momento político e econômico pelos
quais passava o país. Os filmes de enredo, contudo, representam apenas uma parte
da produção do Ciclo do Recife. Os documentários são ainda menos conhecidos e
mostram a cidade em datas especiais, como Pernambuco e sua exposição de 1924 ,
de Ugo Falangola e J. Cambière, o Carnaval pernambucano de 1926, da Aurora-Film, O progresso da ciência médica ,
feito por Edison Chagas, em 1927. Mas em 1931, o Ciclo do Recife, começou sua
decadência, devido a diversos fatores como o econômico, a competitividade do
mercado cinematográfico e o surgimento do cinema sonoro de origem norte
americana. Este último foi o que mais contribuiu para a falência, não somente
do cinema pernambucano, mas do cinema brasileiro.